15 de jun de 2007


Deita-te agora, a meu lado, sobre o feno,
deixa que o incenso perfume
os celeiros onde adormecemos.

Toca o meu rosto voltado para cima,
como se procurasse no céu as
carruagens de cedro e ouro,
nos caminhos onde me perdi.

Traz-me o cântaro das tuas fontes.
Dá-me a beber a sua água
porque os meus lábios
ardem.
Tenho sede.


José Agostinho Baptista

6 comentários:

Edgar Cabrera disse...

Precioso.... like all the post. :)

A.S. disse...

Belo e sensual poema! Fiquei sedento...


Um terno beijo!

Marta Ribeiro disse...

venho anunciar a abertura do meu espaço...um espaço onde as opiniões sao fundamentais tanto pra mim como para o crescimento do blog...
espero que o visites e que gostes e deixes a tua opiniao...este é um comentario maira para divulgar mas logo logo sera um comentario em relação ao conteudo deste espaço...
serás sempre bem vindo(a).

Daniel Aladiah disse...

Há cântaros partidos... e o tempo demora a juntar cada pedaço...
Um beijo
Daniel

Marta Ribeiro disse...

ola venus...a musica do meu blog é da Mafalda Veiga...nao sei se conheces...

beijinho e continua com o teu blog muito sedutor...

Nilson Barcelli disse...

Não conheço o poeta, mas ele escreve muito bem.
Fizeste uma boa escolha.
Beijinhos.