15 de fev de 2008


"Um dia, quando a ternura for a única
regra da manhã, acordarei entre os teus braços.
A tua pele será talvez demasiado bela.
E a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
Um dia, quando a chuvasecar na memória,
quando o inverno fôr tão distante, quando o frio responder
devagar como a voz arrastada de um velho,
estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito
da nossa janela.
Sim, cantarão pássaros, haverá flores,
mas nada disso será culpa minha,
porque eu acordarei nos teus braços
e nao direi nem uma palavra, nem
o princípio de uma palavra, para não
estragar a perfeição da felicidade"
in "a criança em ruínas" José Luís Peixoto

2 comentários:

Divinius disse...

Gostei de ler e lindo blog o teu:)
A LUZ QUE TE DEIXO É DA COR DA MINHA VIDA:)

LICANCABUR disse...

Este poema é belíssimo e me fez realmente refletir...
O seu Blog é muitíssimo agradavel...
Voltarei outras vezes para ler os deliciosos poemas do seu Blog.

Um beijo e abraço fraternal.


Jorge S Licancabur/ Jornalista e Fotógrafo