31 de dez de 2007


De repente amar-te
é mais que um copo de absinto
é mais que uma onda revolta
envolvendo meu corpo
de espuma e sal
é mais que o sangue
pulsando quente na noite fria
é mais que embriagar-me
nos teus lábios
doces e impossíveis

3 comentários:

Anônimo disse...

VÊNUS QUERIDA, NADA NESTA VIDA É IMPOSSÍVEL...PODE SER DIFÍCIL..MAS IMPOSSÍVEL NÃO...ME FAÇA UMA VISITA QDO PUDER...PARABÉNS E UM ANO NOVO DE MUITOS AMORES PARA TI!!!ABRAÇOS.

Vieira Calado disse...

Olá Vénus (ou Vênus - não é por aqui que o gato vai às filhós... e não nos entendemos na mesma língua), venho desejar um BOM ANO de 2008.
Beijinhos

Nilson Barcelli disse...

Este seu poema é soberbo...
Deixo-lhe um poema que publiquei há 2 ou 3 meses e que vc talvez não tenha lido:

Encontrei um tesouro
por acaso
quando senti um aroma
delicado
nas palavras que tecias
com afecto.
Beijei-as
com a faina indefensável
do meu jeito
e compus no teu corpo
o desejo de o abrir.
Descobri um sorriso
de luz
aberto nos teus olhos,
que bebi,
até que no meu
a escaldar se coasse.
A razão,
antes cansada
do gota a gota do sol,
ficou turva da tua limpidez
envolta em brumas
que rasguei.

Encontrámos o prazer caudaloso
na leveza vencida do olhar, ganhámos
hirta a firmeza da carne a acreditar.


Beijinhos