12 de out. de 2007

La Piel


A veces me encierro tras puertas abiertas
A veces te cuento porque este silencio

"y es que a veces soy tuyo y a veces del viento"

¿Por que es tan dificl sentir como siento?
A veces te miro y a veces te dejas
me prestas tus alas, revisas tus huellas
A veces por todo aunque nunca me falles
A veces te juro de veras que siento,
no darte la vida entera, darte solo esos momentos

Cuando nadie me ve
puedo ser o no ser
cuando nadie me ve pongo el mundo al reves
cuando nadie me ve no me limita la piel

Te escribo desde los centros de mi propia existencia

donde nacen las ansias, la infinita esencia

“No enciendas las luces

que tengo desnudos,

el alma y el cuerpo”


Cuando Nadie Me ve
*Alejandro Sanz

6 de out. de 2007

Deseo


Sólo tu corazón caliente,
y nada más.

Mi paraíso un campo
sin ruiseñor
ni liras,
con un río discreto
y una fuentecilla.

Sin la espuela del viento
sobre la fronda,
ni la estrella que quiere
ser hoja.

Una enorme luz
que fuera
luciérnaga
de otra,
en un campo
de miradas rotas.

Un reposo claro
y allí nuestros besos,
lunares sonoros
del eco,
se abrirían muy lejos.

Y tu corazón caliente,
nada más.

Federico García Lorca (1898 - 1936)

19 de set. de 2007

CANETA DE OURO (1 NOMEAÇÃO)


Curva esculpida
sobre o vão
do espaço
na pele
onde permaneço
Invento
a palavra
que sofre inquieta
campo minado
dos sentidos
reinvento o sabor
doce e suave
o resto eu sorvo de mim
No corpo leve
que malabariza
lugar nenhum
êxtase
desejo de luz

Vênus

Com muita surpresa recebi a nomeação da Baby,

http://mar-la-vento.blogspot.com/ , do meu poema "Curva Esculpida" . Agradeço a gentileza. Recebo seu convite como um incentivo para não parar nunca de escrever e amar a poesia.

Minhas indicações são:

1. Poema "O cetim inextinguível dos teus beijos" do Nilson- http://nimbypolis.blogspot.com/

2. Poema " Ecrever-te incerto nu" do Ricardo Biquinha- http://www.mgrande.com/weblog/index.php/luzdetecto/

3. Poema "Quando o céu muda" do Daniel-http://aladiah.blogspot.com/

4. Poema "Fado, irrequieto, calado" do Almaro-http://odesenhodohorizonte.blogspot.com/

O prémio foi idealizado por:
ANDRÉ L. SOARES
- http://poemasdeandreluis.blogspot.com/ e
RITA COSTA
-http://ritacosta-almadepoesia.blogspot.com/
Para conhecer as regras desse evento clique em:
http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/08/prmio-caneta-de-ouro.html#links

31 de jul. de 2007


Entre os lábios
aprisiona
a ostra
marulho das ondas
o uivo ruivo do mar
dentro da noite
o ruído branco de luas
Lilith a tatuar na pele
seus gemidos
através de ruas
teu grunhido de runas
roçando
no colar de pérolas
da noite...

Tonto
perplexo
teu rosto
de sol
com pedaços
de luz nos cabelos
amanheço...recomeço...

29 de jul. de 2007

O poeta não tem fim...O amor, sim


Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos
(que são doces)
Porque nada te poderei dar senão
a mágoa de me veres
(eternamente exausto)
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe
o teu gesto
e em minha voz
(a tua voz).
Não te quero ter
porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como um nódoa do passado.
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás
que quem te colheu fui eu,
(porque eu fui o grande íntimo da noite)
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram
os dedos da névoa suspensos
(no espaço)
E eu trouxe até mim
a misteriosa essência do teu abandono
(desordenado).
Eu ficarei só como os veleiros
nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações
do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,
a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.


Vinicius de Moraes

27 de jul. de 2007



Resvalas neste sopro.
Sabes
que tens o olhar ferido
desde sempre, que o incêndio
das palavras em trânsito celebra
prescritas sílabas, ancorados
ritos, desprevenidos
equinócios.
Dantes,
havia um mar crispado
na fissura dos lábios. Hoje, apenas
algumas gotas de sal.


Albano Martins

21 de jul. de 2007

O silêncio de Florbela


Silêncio!...
Noite alta, noite...
Sou o vento que geme,
Sou o vento que vai bater-te à porta...
Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim!
Ando a vaguear
A procurar-te
Beber-te a voz, apaixonada.
Estou junto de ti, e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês
Meu olhar se pousou e se perdeu!
E na tua casa... Escuta!...
Uns leves passos...Silêncio, meu Amor!...
Abre! Sou eu!...

18 de jul. de 2007



Cold, cold water surrounds me now
And all I've got is your hand,
can you hear me now?
Or am I lost?

10 de jul. de 2007


Yo hubiera sido tu hijo, por beberte
la leche de los senos como de un manantial,
por mirarte y sentirte a mi lado
y tenerte en la risa de oro y la voz de cristal.
Por sentirte en mis venas como Dios en los ríos
y adorarte en los tristes huesos de polvo y cal,
porque tu ser pasara sin pena al lado mío
y saliera en la estrofa —limpio de todo mal—

Cómo sabría amarte,
cómo sabría amarte,
amarte como nadie supo jamás!
Morir y todavía amarte más.
Y todavía amarte más y más.
Neruda

7 de jul. de 2007


Ainda molhadas
de secar as lágrimas
prosseguem
no rosto
nos olhos
nos lábios
sobreviventes
das dores
da memória
de ti
percorrem
os silenciosos
corredores da memória
recompondo as ruínas
rebuscando as palavras
serpenteando cânticos
incensos
ternura

"amo-te"

15 de jun. de 2007


Deita-te agora, a meu lado, sobre o feno,
deixa que o incenso perfume
os celeiros onde adormecemos.

Toca o meu rosto voltado para cima,
como se procurasse no céu as
carruagens de cedro e ouro,
nos caminhos onde me perdi.

Traz-me o cântaro das tuas fontes.
Dá-me a beber a sua água
porque os meus lábios
ardem.
Tenho sede.


José Agostinho Baptista

7 de jun. de 2007

2 de jun. de 2007


... de ti colho as flores
que em minha casa
fazem explodir de luz
os corredores
e esqueço a solidão
que trago acesa
acima de outras dores...

Torquato da Luz