-
30 de abr. de 2012
29 de abr. de 2012
Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade. Vá antes de borrar minha maquiagem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios. Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá.”

I will remember the kisses, our lips raw with love and how you gave me everything you had and how I offered you what was left of me and I will remember your small room the feel of you, the light in the window, your records, your books, our morning coffee, our noons our nights, our bodies spilled together sleeping, the tiny flowing currents, immediate and forever, your leg my leg, your arm my arm, your smile and the warmth of you who made me laugh again.
Charles Bukowski
28 de abr. de 2012
25 de abr. de 2012
21 de abr. de 2012
“Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.”
| — | Tati Bernadi |
10 de mar. de 2012
“De repente, estou só.
Dentro do parque,
dentro do bairro,
dentro da cidade,
dentro do estado,
dentro do país,
dentro do continente,
dentro do hemisfério,
do planeta, do sistema solar,
da galáxia
- dentro do universo,
eu estou só.
De repente.
Com a mesma intensidade estou em mim.
Dentro de mim e ao mesmo tempo de outras coisas,
numa sequência infinita que poderia me fazer sentir grão de areia.
Mas estar dentro de mim é muito vasto.
Minhas paredes se dissolvem.
Não as vejo mais, e por um instante meu pensamento se expande,
rompendo limites num percurso desenfreado.”
| — | Caio Fernando. |
1 de fev. de 2012
“Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento.
Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for a Londres, escutar Dream’ Bout Me ou ler Nick Hornby. E, por fim, que você continue a dançar na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.”
— O que eu quero de você, Tati Bernardi.
28 de jan. de 2012

"Porque agora, de longe, parece tão fácil. Agora, de longe, se desse, pra te ter por minutos, nossa, eu seria tão feliz. Mas semana passada, gritava dentro de mim, se não fosse pra sempre, se não fossem mil minutos, se não fossem os meus minutos, que eu focasse então em tudo de ruim pra me livrar logo do pouco que ofende ou do egoísmo que bate de frente.”
— (Tati Bernardi)
25 de jan. de 2012

"É saudade. Que lateja no peito e encara a morte. Saudade que implora pra voltar, que grita teu nome durante toda a noite. Grita no silêncio de um peito, e diz-se meu. Seu, se fala, coloca pra fora o cansar. Calça e reclama, machuca os calos. Cala a boca com uma mão, enquanto com a outra enforca o pescoço. Pesca no mar o teu brilho, bem no fundo. Afunda e percorre, passa entre-meios e encontra: o teu espaço. Saudade que se vai, e continua aqui. Esmaga a alma e derrama o sangue que escorre pelas mãos. Saudade."
23 de jan. de 2012
“Tenho a sensação de que nunca vou me esquecer de você, não importa quem chegue, quem me tenha ou me ame, há um vicio em meu coração, um tipo de mania de amar você. Não importa o tempo, os acontecimentos, as mudanças, as esperas ou as partidas, aqui sempre vai ter um lugar pra você, ainda que você não volte, ainda que você não queira mais viver aqui, teu lugar é cativo, é sagrado, feito cicatriz, aquelas que o tempo faz pra gente olhar e lembrar que um dia alguma coisa esteve aqui e marcou.”
-Paula Cabral
“Eu gostava tanto de você. Do seu jeito de falar manso. Da maneira como as palavras saíam da sua boca. Da forma como as suas mãos sempre quentes tocavam o meu corpo. Do seu olhar que me arrepiava por dentro e por fora. E que fazia com que eu me sentisse a pessoa mais especial do universo inteirinho.”
22 de jan. de 2012
“Faltam palavras, descrições, canções. Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: “Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz.” E sei que você vai ler, e vai me dizer que leu e vai me perguntar se era pra você. E mais uma vez vai me dizer que não quer me machucar. E eu vou entender. Não vou cobrar nada porque já fomos longe demais. E no fundo eu só quero que você guarde um pouco mais. E que daqui a muitos e muitos anos nossa memória consiga se lembrar dos nossos jeitos, sorrisos e momentos. Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços só o nosso valerá a pena.”
21 de jan. de 2012
Soneto de uma quase loucura
E ele não para, nem por um fragmento de segundo, amor, ele não para. O maldito continua a girar, sempre na mesma direção, sempre exalando os mesmo fluidos. Ele, querido, o planeta. Acabou o meu balé. Fim da cota. Fiquei tonta de tanto rodar, fiquei torta de tanto cair. Fecharam as portas do meu balé. Os meus monstros não ficam mais embaixo da cama, não. Todos eles, de todos os tamanhos, me perseguem. E eu entro no labirinto, escondo-me nas vielas escuras, me camuflo por dentre as borboletas. E eles sempre, sempre, sempre me encontram. O meu grito sai abafado, querido, e ninguém, ninguém, ninguém me ouve.
O meu riso soa a tristeza, exala imperfeição. Hoje eu quis chorar no meu abrigo, morar no teu abraço, ter meu apelos calados por teus beijos. E tudo, e nada. Como atravessar esses dias, amor? Eu desaprendi a mágica de colocar um pé na frente do outro, porque tudo o que eu sabia era dançar. E fecharam as portas do meu balé. O encantador de mentes, com aquela flauta que não para, não para feito o planeta, puxou um fio da minha mente, devagar, minuciosamente, o senhor da cautela arrancou-me um novelo. Já não sei mais pensar.
Diga-me, querido, você viu minhas sapatilhas penduradas por ai? É insuportável viver presa dentro desse corpo. Desse corpo que não ri, que não grita, que não dança. Diz pra ele parar, sim, amor? Diz para ele parar um pouquinho, um momento, um segundo de girar. Pelo menos até eu achar minhas sapatilhas, pelo menos até que eu aprenda a cantar. Não há equilíbrio, só o erro, o medo dessas promessas do senhor da cautela de vir me salvar. A melodia dele mente tanto, tanto pra mim. Chega, amor, de me quebrar no chão. Hoje eu vou montar no colibri, hoje eu vou voar.
O meu riso soa a tristeza, exala imperfeição. Hoje eu quis chorar no meu abrigo, morar no teu abraço, ter meu apelos calados por teus beijos. E tudo, e nada. Como atravessar esses dias, amor? Eu desaprendi a mágica de colocar um pé na frente do outro, porque tudo o que eu sabia era dançar. E fecharam as portas do meu balé. O encantador de mentes, com aquela flauta que não para, não para feito o planeta, puxou um fio da minha mente, devagar, minuciosamente, o senhor da cautela arrancou-me um novelo. Já não sei mais pensar.
Diga-me, querido, você viu minhas sapatilhas penduradas por ai? É insuportável viver presa dentro desse corpo. Desse corpo que não ri, que não grita, que não dança. Diz pra ele parar, sim, amor? Diz para ele parar um pouquinho, um momento, um segundo de girar. Pelo menos até eu achar minhas sapatilhas, pelo menos até que eu aprenda a cantar. Não há equilíbrio, só o erro, o medo dessas promessas do senhor da cautela de vir me salvar. A melodia dele mente tanto, tanto pra mim. Chega, amor, de me quebrar no chão. Hoje eu vou montar no colibri, hoje eu vou voar.
Relicário de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)
















