
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugênio de Andrade...
Eternamente para ti....sabes...
Um comentário:
"Deita-te comigo,
Ilumina meus vidros"...
Que coisa linda, que maravilha haver poetas que nos invadem a alma, semeiam em nós a esperança e nos fazem acreditar.
Obrigada pela tua visita e pelas palavras.
É sempre umprazer vir aqui. Bjo.
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