
É quando a chuva cai,
é quando olhado devagar
que brilha o corpo.
Para dizê-lo a boca
é muito pouco,
era preciso que também
as mãos vissem esse brilho,
dele fizessem
não só a música,
mas a casa.
Todas as palavras
falam desse lume,
sabem à pele
dessa luz molhada.
(Eugênio de Andrade)
2 comentários:
Querida Eliane
O nosso Eugénio... as palavras que nos unem.
Um beijo
Daniel
Eugénio de Andrade, um dos meus poetas preferidos, com a sua sensibilidade a transbordar de cada palavra.
Excelente escolha!
Bjs.
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