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16 de abr. de 2010
Inevitável querer
"Pois havia o perigo de,
por assim dizer,
morrer de amor."
Clarice Lispector
"Sinto-me toda igual às árvores:
solítária, (im)perfeita e (im)pura"
C. Meireles
10 de abr. de 2010
Afeto
7 de abr. de 2010
5 de abr. de 2010
4 de abr. de 2010
8 de mar. de 2010
Um poema afinal não se escreve,
nem se desenha,
nem nada.
Um poema oferece-se,
como quem dá uma
flor-camuflada-entre-dos-dedos-de-uma-mão-que-acaricia,
mas com os lábios,
ou com o olhar,
todo desarrumado de sentires,
para nos extasiarmos na procurar dos sorrisos q
ue se soltam em cada viagem que nos transporta,
aos caminhos por onde ele andou antes de nós…
A.D
3 de mar. de 2010
28 de fev. de 2010
20 de fev. de 2010
13 de fev. de 2010
11 de fev. de 2010
22 de jan. de 2010
Este Cais Vertical
Vem escolher o encanto para que o mar nos respire
quando a calma sufoca
Vem prender esta visão de inquietante alegria no silêncio mais alto
para que seja farol na ponta de um desejo alado
Esquece o mar absurdo
os barcos de papel eternamente longe os olhos ancorados
os passos como pedras para os braços crescerem verticais
e os sonhos inautênticos
o mar das armaduras submersas por enquanto vem
içar as gaivotas para que as possas baixar quando quiseres
se um céu apenas negro for preciso
Vem dormir sobre mim com o peso das coisas arribadas
o peso de nascerem sem mastros as noites e ser ainda cedo
e ser sempre tão cedo ao pé do mar que os olhos nem repousam
nem as espadas se cumprem erectas na fímbria de água dos desejos
Vem dormir sobre mim ainda é esta a manhã
de quando o mar unificava as escarpas
e as mãos os cumes e os destinos os anseios e as vozes
e é tempo de enfrentar a distância das coisas aqui
onde as coisas não cabem mas todos os rumos se concentram
Carlos nogueira
18 de jan. de 2010
Entre os teus lábios...
Húmido de beijos e de lágrimas,
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.
(Vontade de ser barco ou de cantar.)
Eugênio de Andrade
12 de jan. de 2010
7 de jan. de 2010
Intemporal
Dás-me a tua mão e guias-me no escuro?
Contas-me uma história de encanto
Para que como criança
No teu colo me esconda
Na tua mão adormeça
Os fantasmas se afastem
E a escuridão não exista?
Acendes um sol para mim
Até amanhecer?
O tempo não para
mas o tempo do meu amor
por ti
não tem fim...
1 de jan. de 2010
Aqui cantaste nua.
Aqui bebeste a planicie, a lua,
e ao vento deste os olhos a beber.
Aqui abandonaste as mãos
a tudo o que não chega a acontecer.
Aqui vieram bailar as estações
e com elas tu bailaste.
Aqui mordeste os seios por abrir,
fechaste o corpo à sede das searas
e no lume de ti própria te queimaste.
"Na varanda de Florbela" - Eugénio de Andrade
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