-
27 de jul. de 2012
25 de jul. de 2012
22 de jul. de 2012
Intocável

Ouço
o som
intocável
da tua voz
Vejo
teu corpo
que passa
por mim
como nuvem
mas não te alcanço
Cisnes negros
dançam
para mim,
flutuam
em imensos lagos
de gelo e luz
São meus sonhos
que prendem-se
em suaves teias,
algemas de vidro
Amanheço
ainda com
o toque
dos teus dedos
a marca dos beijos,
diamantes,
pedras preciosas
cravadas
em minha pele nua...
Eliane
Curiosidades:
Existem muitas histórias sobre os diamantes.
Os gregos acreditavam serem lascas de estrelas que caíram na Terra.
É o símbolo do amor "inquebrável" e a razão
de usar-se um anel de diamantes no terceiro
dedo da mão esquerda é porque os egípcios
acreditavam que a "veia do amor"
vinda diretamente do coração, terminava neste dedo.
23 de jun. de 2012
"Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca? Que bicho feroz são seus cabelos, que à noite você solta? De que é que você brinca? Que horas você volta? Seu beijo nos meus olhos, seus pés, que o chão sequer não tocam. A seda a roçar no quarto escuro, e a réstia sob a porta. Onde é que você some? Que horas você volta? Quem é essa voz? Que assombração seu corpo carrega? Terá um capuz? Será o ladrão? Que horas você chega? Me sopre novamente as canções, com que você me engana. Que blusa você, com o seu cheiro, deixou na minha cama? Você, quando não dorme, quem é que você chama? Pra quem você tem olhos azuis, e com as manhãs remoça. E à noite, pra quem você é uma luz debaixo da porta? No sonho de quem você vai e vem, com os cabelos que você solta? Que horas, me diga que horas, me diga, que horas você volta?"
▼
Chico Buarque. 17 de jun. de 2012
22 de mai. de 2012
Insustentável Leveza

Ela chegou com suas asas
Subiu até o último degrau dos sonhos
Em cada poro o brilho de uma estrela
Que acabara de nascer
Na essência sonhadoraNão visionava o chão
Só o céu...
Só o céu com gosto de chuva
Não viu a porta pesada
Do mundo e indefesa
Viu ser destroçado seu corpo
De borboleta bailarina
E dançando
Desceu ao abismo dos medos
E transparentes
Suas mãos delicadas
Tentam agarrar-se ao intocável
E sob um céu de tempestades
Escarlate e pulsante encontrou
Uma luz longe, quase impossível
Como uma música sonora
E deixou-se cair
Morreria...Morreria
Eliane
9 de mai. de 2012
8 de mai. de 2012
Formas
Há sempre
uma madrugada
em que os candelabros
de ouro enaltecem
mais tuas formas,
a tua alquimia
de pecado e volúpia,
há sempre,
no teu sorriso breve,
uma brisa
que regressa do mar,
trazendo o lamento
dos náufrafos,
a sua sede irremediável.
Nestas horas
de assassinada alegria
ergues os braços
em uma súplica,
mas ninguém te ouve,
ninguém te vê,
encerrada numa
túnica de cores puras.
JoséBaptista
6 de mai. de 2012
“Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.
E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas.
Eu te quero."
1 de mai. de 2012
“Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar.
"Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-Las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que “nada é para sempre.”
[ Gabriel García Márquez ]
29 de abr. de 2012
Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade. Vá antes de borrar minha maquiagem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios. Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá.”

I will remember the kisses, our lips raw with love and how you gave me everything you had and how I offered you what was left of me and I will remember your small room the feel of you, the light in the window, your records, your books, our morning coffee, our noons our nights, our bodies spilled together sleeping, the tiny flowing currents, immediate and forever, your leg my leg, your arm my arm, your smile and the warmth of you who made me laugh again.
Charles Bukowski
28 de abr. de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)















