
(...) põe nos meus os teus dedos
e passemos os séculos sem rosto,
apaguemos de nossas casas o barulho
do tempo que ardeu sem luz.
Sim, cria comigo esse silêncio
que nos faz nus e em nós acende
o lume das árvores de fruto
Diz-me que há ainda versos
por escrever, que sobra no
mundo um dizer ainda puro(...)
Vasco Gato
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