
Vejo-te em seda
e nácar,
e tão de orvalho
trêmula,
que penso ver,
efêmera, toda a Beleza
em lágrimas
por ser bela e ser frágil.
Meus olhos te ofereço:
espelho para face
que terás, no meu verso,
quando, depois que passes,
jamais ninguém te esqueça.
Então,
de seda e nácar,
toda de orvalho
trêmula,
serás eterna.
E efêmero
o rosto meu,
nas lágrimas
do teu orvalho...
E frágil...
Cecília Meireles
Um comentário:
Muito gostoso chegar aqui, pela poesia e encontrar esta aqu, de Cecília Meireles.
Muito bom gosto, fina sensibilidade.
Parabéns!
www.recantodasletras.com.br/zilma damasceno
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