
Vem aos meus sonhos,
Faz em mim a tua casa.
Planta, em frente, a cerejeira dos
pássaros brancos,
deixa que eles pousem nos ramos e cantem
eternamente,
deixa que nas asas de luz eu leia o meu
nome,
antes de os relâmpagos ascenderem os prados.
Vem aos meus sonhos,
vê os labirintos por onde me perco,
vê os meus países do mar,
vê, em cada barco que parte do meu coração,
as viagens que não fiz
os amores que não tive,
a lua cruel da minha solidão.
(José Agostinho Baptista)
2 comentários:
Gostei deste poema.
Beijos.
Podemos viver nos sonhos dos outros... é lindo este poema.
Um beijo
Daniel
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